quarta-feira, 18 de abril de 2018

Está aberta a temporada dos candidatos paraquedistas nas cidades do Médio Mearim


Após janela partidária, onde parlamentares tiveram um prazo de 30 dias para o troca-troca de partido, e na iminência das convenções das coligações e posterior registro de candidaturas para as eleições 2018, começam a surgir por aqui os pré-candidatos caras-pálidas mais conhecidos como “paraquedistas”, ou “pipiras”.

Paraquedistas porque só aparecem em época de eleição; residem em uma região bem longe da nossa e, sem pudor, vêm pedir votos. Infelizmente algumas pessoas deixam de votar em representantes de nossa terra para votar nesses aventureiros, que não possuem nenhum compromisso com nossa região, e, quando acaba as eleições, nunca mais o veremos.

Pipira em alusão à ave que tem o hábito de regressar de tempos em tempos atrás dos grãos.

Se fosse dá nomes aos bois, apresentaria uma extensa relação de forasteiros que, depois de se beneficiarem de nosso povo, desapareceram sem deixar rastros, e agora estão ressurgindo das cinzas. Muitas das vezes nunca nem ouvimos falar, e eles chegam com o intermédio de prefeitos e ex-prefeitos que consideram os municípios como currais eleitorais, impondo nomes e figuras em troca de altos valores, como se fossem coronéis, negociando os votos da massa num mercado negro na qual os eleitores são tratados como cabeças de bois. Eles aproveitam para lucrar neste período; pegam absurdo de dinheiro; triplicam seus patrimônios; enquanto que depois o povo continua na mesma “sopa de pedras”.

O reflexo vem depois...

A contar por ostentar a falta de representatividade, acabamos ficando na escassez da saúde pública, da educação de qualidade, de infraestrutura e segurança pública.

Os prefeitos, vereadores e líderes não devem se gabar em blogs apenas de receberem uma ambulância, um trator, um caminhão ou uma viatura. Engodo! É importante, mas não é tudo.

Deve-se mesmo é ser indagado onde vai ser atendido a família quando faltar-lhe saúde, para qual hospital serão levados. A ausência de merendas nas escolas. A falta de boas estradas. Qual o Índice de Desenvolvimento Humano de nossas cidades, assim como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) das nossas escolas e o que, concretamente, tem sido feito para melhorá-los.

Espero que o eleitor faça a sua parte.

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