sexta-feira, 14 de abril de 2017

"Irmãos da Noite..."

Eles vendem os seus corpos como se fossem tudo o que eles têm.


Os rapazes (os “irmãos da noite”) são belos amigos na fase áurea da vida, cheios de energia e espírito aventureiro. Numa cidade pequena de interior como esta, cederam à importunação doentia do aliciador, que de propostas em propostas, pelas redes sociais, atiça a concupiscência da carne, dos olhos e a soberba da vida, para em troca do prazer, proporcionar uma vida fácil regada à mordomia, ostentação e bebedices. Aos olhos da sociedade, “playboys” vestidos de roupas de grifes, que gostam de sentar-se à mesa para um bom chopp, mas aos olhos de Deus, abomináveis prostituídos e escravizados sexualmente.

O ritual da negociação


Seria quase impossível resistir aos valores convidativos, não sabendo que a partir da primeira vez, os “irmãos da noite” passariam a mergulhar de vez num caminho compulsivo e vicioso sem volta, como a de uma chama de vela tendo que resistir na primeira brisa da primavera para não se apagar.

Foi consumado o ingresso a uma vida dupla de aparências, máscaras, de semblante misterioso. Aventuras e desventuras, de vários encontros na calada da noite, enquanto a cidade dorme. Em cada ato, a honra de seus próprios corpos violadas, cedendo aos caprichos do insaciável, que pra eles não passa mais que um banco com uma linha de crédito inesgotável, achando que dinheiro rápido, drogas, sexo, bebidas, luxo, festas e alegrias superficiais são coisas suficientes para os tornar completo, o que claro, não passa de um ledo engano.

O “fácil” – difícil. Um tempo de verão que resultará em tristeza. 

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