sexta-feira, 17 de março de 2017

Jovem morre dias depois de ingerir veneno em Esperantinópolis

No último dia 06 do corrente mês, um episódio triste chocou a cidade de Esperantinópolis. A Jovem Mariana Brasil tentou suicídio, fazendo ingestão de uma alta quantidade de veneno. Ela foi encaminhada ao hospital municipal de Esperantinópolis, onde recebeu os primeiros socorros, em seguida, após a realização de todos os procedimentos foi transferida para o Hospital Geral de Peritoró – MA. Mariana permaneceu internada por alguns dias e por último estava na UTI do Hospital Regional de Coroatá – MA.

Lamentavelmente a jovem de 21 anos morreu nesta sexta-feira (17) após passar 11 dias em coma. Sentimos profundamente e deixamos nosso pesar aos amigos e familiares.

Por décadas casos como o de Mariana eram boicotados e os meios jornalísticos esquivavam-se de noticiar devido à complexidade do assunto. Havia um tabu de que "divulgar suicídio" influenciaria, involuntariamente, para o aumento de números de casos, levando em consideração que pessoas que possuem predisposição poderiam ser impulsionadas. Contudo, o método está intrinsecamente ligado à maneira em que a notícia é conduzida, que deve ser livre de sensacionalismo. Ainda é posto à margem da ação jornalística por se tratar de um ato extremamente íntimo e individual.

Há outras razões para o silêncio da imprensa, que são de ordem prática: amenizar a dor da família, respeitar a privacidade e os motivos, geralmente alheios ao conhecimento das pessoas mais próximas, e por fim, não desafiar a crença e convenção abordada no parágrafo acima. Mas mesmo sendo um assunto melindroso, é importante atentar para algumas questões.

Haja vista ser um um problema social com crescente número de incidência em termos globais, chegou o momento de conversamos, romper o silêncio e abrir o coração. O diálogo deve ser estendido aos amigos, familiares ou mesmo profissionais médicos de confiança.

Um dos maiores fatores que contribui para o aumento dos casos é a Depressão – o mal do século, na qual as vezes a vítima não apresenta sinais e nenhum outro tipo de demonstração externa. A sociedade precisa buscar formas de lidar, amparar e reorientar pessoas que neste momento estão pensando em desistir de tudo. Acredito que o assunto deve ser debatido por profissionais específicos, sobretudo nas escolas, com intuito de esclarecer as crianças, jovens e adolescentes, e ajudar pessoas que talvez estejam sofrendo alguma dor no seu "eu" interior.

Com informações de Carlos Barroso

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